Capgemini paga R$ 517 milhões por CPM Braxis

3 set

Às cinco horas da manhã de ontem, a brasileira CPM Braxis assinou os últimos documentos que deram à consultoria francesa Capgemini 55% do capital da empresa, um negócio de R$ 517 milhões. A negociação avalia a companhia em R$ 970 milhões e este é omontante estimado para o faturamento deste ano.
Segundo Jair Ribeiro, presidente do comitê executivo da companhia, até então a maior de serviços de software com controle nacional, o acordo pôs fim à busca por um comprador iniciada em meados do último ano. “Queríamos abrir o capital, mas acabamos mudando de plano”, afirma Ribeiro, expresidente do Banco Patrimônio e cofundador da Braxis, em 2006. A empresa tornou-se CPM Braxis no ano seguinte, após a fusão com a CPM, também especializada em serviços de tecnologia da informação.
“Terminamos nesta semana mais de três meses de negociação”, afirma o executivo, acrescentando que cinco grandes empresas mostraram interesse pela companhia. Ribeiro diz que, além da Capgemini, um outro grupo apresentou proposta pela CPM Braxis, e se manteve no páreo até a noite de anteontem, quando telefonou para Antônio Carlos Rego Gil, acionista da CPM Braxis e expresidente da CPM, e soube que a Capgemini venceu a disputa. “Quando fundamos a Braxis, queríamos ser a maior do país. Em um ano, conseguimos isso (após a fusão com a CPM)”, diz Ribeiro. “Depois voltamos a ser uma das dez maiores do mundo, o que conseguimos com essa negociação.”
Divisão societária
O investimento da Capgemini será dividido em R$ 230 milhões para a compra de 30% das ações, e de mais R$ 287 milhões para um aumento do capital, com o qual somará mais 25% das ações. Entre o fim do terceiro ano até o quinto ano após o negócio, os acionistas terão a opção de compra ou venda dos 45% de ações remanescentes.
O Bradesco havia assumido o controle da CPM Braxis no fim de julho, chegando a 57% de participação ao comprar o controle da CPM Holdings. O banco era um dos principais acionistas na antiga CPM, ao lado do Deutsche Bank. Com a venda para a Capgemini, ele alienará 37% de sua participação, ao valor aproximado de R$ 104 milhões, permanecendo com 20% do capital total. A Braxis, que hoje é uma holding, manterá 12%. O novo conselho de administração será formado por cinco membros da Capgemini e quatro da CPM Braxis.
Segundo Ribeiro, o fundo Gávea Investimentos, do expresidente do Banco Central Armínio Fraga — que aportou R$ 170 milhões na empresa em 2008 —, manteve posição. Ele foi o que menos vendeu participação no negócio.
Presença local
No Brasil, as operações da Capgemini, que conta com 120 pessoas, serão integradas às da organização de origem nacional, que possui 5,5 mil pessoas. Isso dará à francesa a oportunidade de contar comuma estrutura local, com capacidade de prestar serviços internacionais.
Até 2008, o grupo francês não aparecia no ranking das exportadoras de serviços de tecnologia do Brasil. Pela lista, a CPM Braxis estava na sexta colocação, atrás das globais IBM, Accenture, EDS (adquirida pela HP), BT e da brasileira Stefanini. Mundialmente, a Capgemini tem a sétima maior participação de mercado em serviços de tecnologia. ¦

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