Valinhenses Curtem o Carnaval no Anhembi!

7 mar

Com a ausência dos desfiles das Escolas de Samba de Valinhos, muitas pessoas apaixonadas pelo Carnaval, acabaram buscando outras opções para não deixar a tradição acabar. E uma das facilidades é Desfilar nas Escolas de Samba de São Paulo.

Durante esses meses, não apenas o Desfile de Carnaval fez falta, mas também a cultura dos Ensaios da Bateria e uma das opções encontradas pelo Valinhense foi ir ver os Ensaios nas quadras Paulistas e Cariocas.

Andréa Tonon, que sempre desfilou nas escolas da Cidade ( Arco Íris, Águias da Avenida, Canto da Vila, Império da Vila, Mocidade Independente da Zona Leste, Cai-Cai, Pérola Negra e Moinho Velho ), organizou 3 visitas a quadra da Gaviões da Fiel. Na média de suas 3 visitas, foram pelo menos 30 Valinhenses, em Vans, sempre partindo do Estacionamento do CAUE: “Entender que o samba fala mais alto que o futebol, estar no meio da quadra da Gaviões e apenas escutar o samba. A energia que vem é incrível, a mistura do futebol com o samba não me deixa ter palavras! Nesse instante me transporto pra um lugar que muitos entendem e muitos não entendem! Sou outra pessoa, lá a tristeza vai embora e só coisa boa passa na minha cabeça! E o som de cada instrumento fica a cada minuto mais intenso e mais forte.! É a batida do coração no ritmo da batida da bateria! O corpo vibra, o pé samba, a boca canta e o olhar é de satisfação! Se você ama carnaval como eu, entendeu tudo que eu falei! Carnaval é lugar de gente feliz!”

Déa, Gilson, Clara, Frank, Amanda, Graciana, Clélia e Zé Mario. Sempre presentes na quadra da Gaviões!

Déa, Gilson, Clara, Frank, Amanda, Graciana, Clélia e Zé Mario. Sempre presentes na quadra da Gaviões!

Já Gabrielle Cintra, apostou no seu amor ao Palmeiras e foi entre os 3.000 componentes que fizeram de tudo para a Agremiação voltar a Elite do Carnaval Paulistana. Após a apuração, Gabrielle comentou o seguinte:

“Não há palavras pra esse momento… Depois de muito trabalho, estamos de volta à elite do Carnaval paulista e quer queiram, quer não, em 2015 é PALMEIRAS na avenida! Voltamos e voltamos com tudo, 2015 é nosso! Obrigada a todos que parabenizaram, que desfilaram, que assistiram, que torceram e que direta ou indiretamente estiveram conosco… A melhor comunidade, a mais querida! “Das cinzas se renasce pra vitória, na adversidade se aprende a crescer. São fatos que descrevem nossa história, o verde é a razão do meu viver”

Gabrielle Cintra, pela primeira vez no Anhembi, desfilou no Grupo de Acesso, pela Mancha Verde!

O pessoal que comanda a Moinho Velho, atual Campeã do Carnaval Valinhense, mais uma vez procurou a Nenê de Vila Matilde como sua morada. Apaixonado por Carnaval, Cleverson Benini, o Preto, nos confidenciou que: “por ser um amante do carnaval este foi o quarto ano de destaque central do Segundo carro em SP, Agora não tem como parar…. A comunidade da Nenê é especial d+ e mesmo eu sendo do interior, quando chegamos na quadra, somos recebidos com muito carinho, tanto eu como o Francisco e o André. E neste ano ainda desfilamos em Bragança e Paulínia.”

Mas o Preto dessa vez levou a nossa Diretora da Rede Municipal, a Rosi Bertani, que teve sua primeira experiência na Avenida: “A emoção de pisar na passarela do Samba no Anhembi é enorme… para quem é apaixonado por carnaval não tem como mensurar!!! É sempre um aprendizado e o grande sonho de poder ter pertinho de onde estamos (Valinhos/Vinhedo e região) boa parte dessa fantástica indústria de sonhos e fantasias, traduzidas em forma de alegorias, harmonia, vibração, alegrias e samba (esse de forma muito especial). Ponto negativo, é uma perda para nós, que pelo segundo ano consecutivo deixamos de construir e dar vida à esse sonho.

Destaque da Nenê de Vila Matilde, Rosi e Cleverson (Preto)

Já o pessoal da Escola de Samba Arco Íris, resolveu desfilar esse ano na Império da Casa Verde e a experiência foi única!

Andréa Franklin disse que “Estar na avenida, numa escola que você conheceu há 2 meses e cantar por ela é uma sensação estranha! Ao mesmo tempo a hora que vi as luzes acesas e entrei no Sambódromo, queria me divertir e aproveitar aquele momento ao máximo! É emocionante, é contagiante! O coração dispara sem saber se é medo ou felicidade! É como entrar numa montanha russa e depois que se está lá em cima não tem mais como desistir é curtir e aproveitar muito! Eu adorei e acho que todos que gostam de carnaval deveriam experimentar!

Marina Jesuino, que sempre viveu dentro da Arco Íris também comentou seu sentimento: “É difícil descrever o que senti estando no sambódromo num sábado de carnaval, sensação e sentimentos diversos
Calafrio, frio na barriga, tremedeira, palpitações cardíacas, alegria, tristeza! Eu particularmente fui criada dentro de uma escola de samba onde não tem nem a metade dos componentes e ainda assim sempre me senti realizada e com as mesmas sensações.
Sábado, quando a escola começou a andar e eu ouvi a bateria, toda a garra e pressão da galera da harmonia, a alegria de cada componente em estar com a sua escola do coração na avenida, me senti da comunidade onde tudo começa no inicio do ano com sonhos, desejos e muita mas muita vontade de colocar a escola na avenida e que essa seja a melhor.
O dia de ontem, pra mim, foi como realizar um sonho que até então eu achava impossível, do tipo “nossa desfilar em São Paulo!!!” que ontem consegui realizar me senti muito mas muito especial claro com dores nos pés nas costas rs mas dai para e vejo que tudo isso valeu muito a pena quando penso que estava no SAMBODROMO em pleno Sábado de carnaval.”

Filha do Presidente da Arco Íris, Cristiane Jesuíno que cresceu no Mundo do Samba, resumiu seu sentimento: “Foi uma felicidade, uma maneira de extravasar a frustração de não ter tido carnaval na cidade, mas nem se compara a emoção e o nervosismo de desfilar para a sua escola quando você trabalha meses para colocar a escola na avenida!!!”

Cristiane, Marina e Andréa. As amigas tiveram sua primeira experiência no Anhembi!

Cristiane, Marina e Andréa. As amigas tiveram sua primeira experiência no Anhembi!

Já os amigos Carlota, Zé Mario e Thiago, componentes da Diretoria da Arco Íris e membros do grupo que realiza o Samba do Xereré, tiveram mais dificuldade em definir o que sentiram: “Não sou bom com palavras… Se eu começar a lembrar eu vou chorar e não vou conseguir terminar meu depoimento”, disse Thiago. Já Carlota disse ter sido algo “único, um sentimento de impacto. Quando você pisa no Anhembi e vê o Sambódromo lotado, com o pessoal cantando o nosso Samba, é algo pra guardar pra sempre! Por fim, Zé Mario simplesmente citou um: “Tonon, foi tudo de bom! To feliz pra caramba!”

Thiago e Carlota, amigos inseparáveis, curtiram demais ter desfilado!

Zé Mario completa o Trio!

Elaine Tonon, que mais fica no apoio do marido e dos filhos do que realmente se envolve com o Carnaval, comentou: “Todos me conhecem como a esposa de quem vive para o carnaval, Adriano Tonon. Sempre gostei muito de samba e este ano, mais do que nunca, resolvi participar da maioria dos eventos que pude. Estar no Anhembi foi inexplicável, uma sensação de diferente liberdade, onde deixei sem problemas minha timidez de lado e me senti feliz da vida. Este momento me fez lembrar o trecho desta música:
Samba, eterno delírio do compositor
Que nasce da alma, sem pele, sem cor
Com simplicidade, não sendo vulgar
Fazendo da nossa alegria, seu habitat natural
O samba floresce do fundo do nosso quintal
Este samba é pra você
Que vive a falar, a criticar
Querendo esnobar, querendo acabar
Com a nossa cultura popular
É bonito de se ver
O samba correr, pro lado de lá
Fronteira não há, pra nos impedir
Você não samba mas tem que aplaudir!
Matheus Tonon, outro que esteve presente no Anhembi, foi curto e grosso: “Pensei se iria valer a pena deixar meu irmão e meus amigos aqui para ir desfilar. Pois bem, Valeu e muito. Experiência sem igual, eu sou muito feliz por tudo isso! Eu não tinha noção da dimensão do que eu estava indo fazer até ver o tamanho da arquibancada de São Paulo e a altura e qualidade de acabamento dos Carros Alegóricos. Tudo muito espetacular!”
Por fim, vem a minha experiência de ter desfilado: É um misto de alegria e frustração. Alegria de estar junto com amigos do meu coração e minha família. Alegria por estar fazendo a Alegria de milhares de pessoas no Anhembi e estar levando meu país no enfoque mundial. E frustração porque eu não precisava ir 100km para fazer tudo isso. Eu poderia fazer daqui! Ou melhor ainda, eu poderia fazer aqui e lá. Triste e sem nenhuma esperança de que os desfiles voltem a acontecer na cidade. Eu só vou acreditar nisso quando estiver, novamente, pisando na Passarela do Samba!

Eu, Matheus e Elaine! Brilho nos olhos da família valeu demais!

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